Um papo sobre loucura, genialidade e confiança.

Quem disse que a genialidade só pode ser medida pelo sucesso?

Um papo sobre loucura, genialidade e confiança.

 

Existe uma frase famosa que diz “a diferença entre a loucura e a genialidade é medida pelo sucesso”, eu não sei quem a citou e também não estou com muita paciência para as respostas nem sempre confiáveis do Google. 

 

É tanta citação do Caio Fernando Abreu, Clarice Lispector e Arnaldo Jabor, que prefiro omitir o autor do que dar crédito à pessoa errada.

 

Quando você ousa pensar fora da caixa (só para usar o termo da moda), andar longe da turba, seguir um caminho que não se encaixa naquilo que a sociedade determinou, você logo receberá o rótulo de louco, idealista ou tolo. 

 

Ou ainda, para usar uma expressão corriqueira nos Estados Unidos: loser (fracassado, derrotado, perdedor)

 

Mas, o que a sociedade determinou como regra, deve ser a regra para todos? 

 

E quem não se encaixa nelas? 

 

Quem ousa remar contra a corrente, só pode ser considerado gênio se fizer um sucesso estrondoso?

 

Em quem você pensou nesse momento? Steve Jobs, Albert Einstein, Bill Gates?

Um papo sobre loucura, genialidade e confiança.

Calma meu amigo e minha amiga, antes de falar desses caras geniais, vamos bater um papo sobre confiança e sobre as amarras que a sociedade nos impõe.

 

Tirar as melhores notas, fazer uma graduação de prestígio, arrumar um bom emprego, bater cartão das 8 às 18h de segunda a sexta, casar, ter uma casa grande, um carro grande, assumir financiamentos gigantescos, ter filhos. 

 

Para completar e a foto ficar bonita no Instagram, ter um Golden Retriever.

 

Para que as engrenagens continuem rodando, você precisa ser um cidadão manso, domesticado, adestrado e seguir exatamente o padrão acima. 

 

E quanto mais você vai se tornando parte da engrenagem, mais você afasta aqueles malditos sentimento idealistas pueris: a loucura e a tolice.

 

Tudo bem se a vida que você leva, foi a que você sempre sonhou, ter um SUV vistoso, bater cartão na firma, trabalhar 60 horas por semana e ser promovido bem jovem. Ótimo!

 

Imagina se o mundo fosse repleto de outsiders insanos vagando por aí, vivendo de música, poesia, arte e vendendo miçangas. Deus me livre!

 

Um não é melhor ou pior que outro, ambos precisam existir, mas a genialidade de ninguém pode ser medida somente pelo sucesso. 

 

E também quem escolheu um caminho de vida alternativo daquele ditado pelo “sistema” não deve ser tachado de desvairado.

 

O problema é quando você não se encaixa na engrenagem, mas por medo, por falta de confiança em você mesmo, nos seus talentos, nos seus sonhos, você vai se encolhendo para caber. 

 

Caber onde? 

 

Ora, na máquina da sociedade padrão. Encolha-se, torne-se uma engrenagem!

 

Há tantas pessoas talentosas por aí, em tantas áreas, que desperdiçam o seu talento por falta de confiança ou falta de iniciativa. Na verdade, a iniciativa é fruto da confiança. 

 

Ficam esperando que os outros confiem nelas, como se a validação alheia fosse suficiente para injetar-lhes confiança, como se fosse o sopro de vida que precisassem para seguir adiante, tocar seus projetos, viver seus sonhos. 

 

Não, não é o sopro de vida. A vida já está aí, em você, os talentos já estão aí. 

 

Tá esperando o quê, cara?

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Meta o dedo nesse teclado, arrebente as cordas naquele solo de guitarra, compre uma passagem só de ida, empreenda, abra sua empresa, concorra à vaga naquela escola de pintura que é “impossível” entrar, ou naquela de culinária. Escale a porra daquela montanha.

Um papo sobre loucura, genialidade e confiança.

Curioso eu escrever esse texto, é quase uma autoanálise.

 

Na verdade é uma baita autocrítica, principalmente quando falo sobre precisar da validação de outro para sair da inércia, para tirar os planos do papel. O tal sopro de vida!

 

Eu sempre sonhei em escrever, o que quer que fosse, um livro, um blog, uma crônica, um telegrama, uma carta de amor. 

 

Eu sempre escrevi bem na escola. Aliás, o que me salvava em Língua Portuguesa sempre foi redação e interpretação de texto, porque em gramática era só bomba. 

 

Bum!!!! 

 

Meio contraditório isso, né. 

 

Enfim…

 

Aos 10 anos eu escrevi uma poesia e aos 12, eu ganhei um concurso com essa mesma poesia em um colégio gigantesco, onde eu fui o único aluno do ensino fundamental a concorrer. Todos os demais participantes eram do ensino médio. 

 

Na época, se falava ginásio e segundo grau, mas deixa quieto isso.

 

Por muitos anos eu nunca mais escrevi. Por que? Falta de confiança, falta de tempo, vergonha… Enquadrar-me no sistema era mais confortável.

 

Sobre a validação externa, ela é até importante, mas você não pode depender somente dela, os sonhos são seus, a vida é sua e só você conhece o tamanho dos seus medos. 

 

Por isso, porque você vai depender de outra pessoa para te dizer qual o tamanho dos seus talentos?

 

Steve Jobs, Albert Einstein e Bill Gates  também foram tachados de loucos.

 

E daí?

 

E se eles tivessem desistido? 

 

E se eles não tivessem alcançado o sucesso e o reconhecimento?

 

Continuariam sendo chamados de loucos e fracassados. Mas ainda assim, talvez, teriam sido felizes com suas escolhas e por não terem desistido dos seus sonhos.

 

O luthier que não enriqueceu, não ganhou fama nos palcos, mas foi feliz por toda uma vida em meio ao cheiro da madeira, consertando, construindo e afinando instrumentos.

 

O cara que rodou o mundo, morou em oito países, falava cinco idiomas, nunca foi capa da Forbes, não era conhecido em todo o planeta, mas conheceu mais gente de verdade que o figurão que emplacou a capa da famosa revista.

 

A mulher que não casou, não teve filhos, mas dedicou sua vida à caridade, as vidas que ela salvou, as almas que ela tocou, os caminhos tortuosos que ela mudou.

 

Viva intensamente aquilo que você sonhou para a sua vida, se ainda assim não te chamarem de gênio, pelo menos você viveu feliz.

 

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