11 sinais da Síndrome do impostor e como se livrar dela

O medo, a vergonha, a procrastinação, a auto sabotagem e a síndrome do impostor.

Você acha que tem conhecimento suficiente para realizar determinada tarefa, mas têm medo de executá-la?

Você estudou, adquiriu conhecimento suficiente, mas vive adiando os seus projetos por vergonha do julgamento alheio?

Você diz que depois de fazer aquele curso, ler aquele livro, conversar com determinada pessoa, vai tirar seus projetos do papel?

Se você não é assim, com certeza está rodeado de amigos ou amigas que passam pelo problema.

É disso que trata este texto, a síndrome do impostor.

Mas afinal, o que é a síndrome do impostor?

Em linhas gerais e a grosso modo, a síndrome do impostor é um fenômeno psicológico no qual as pessoas se tornam incapazes de internalizar suas realizações”.

Ou seja, apesar de todo o esforço, “bagagem” cultural e aprendizado adquiridos, a pessoa se sente um embuste, uma fraude… Um impostor!

Embora a Psicologia já se debruce sobre o tema, esta síndrome não tem um CID definido nas classificações da Psicologia.

Mas não se sinta sozinho ou se martirize demais por conta disso, segundo um estudo conduzido pela Universidade Dominicana da Califórnia, 70% das pessoas se sentem assim em algum momento da vida.

Apesar do termo ter ganhado “luz” sob a ótica da internet, e, principalmente nas redes sociais, através dos “gurus” do discurso motivacional, ele foi citado pela primeira vez em 1978 pelas psicólogas Pauline Clancy e Suzanne Imes.

Medo ou vergonha de mostrar o seu trabalho: Você não está sozinho(a)

Síndrome do impostor

Segundo a ciência, homens e mulheres sofrem igualmente com a síndrome do impostor, mas sobretudo as pessoas mais ansiosas e também ambiciosas, aquelas que se preparam mais e têm planos mais ambiciosos para a sua vida.

Michelle Obama, Tom Hanks e Neil Armstrong já falaram abertamente sobre a síndrome do impostor e como se sentiram fraudes em algum momento de suas vidas e carreiras.

O que passa pela cabeça dessas pessoas é uma inferioridade ilusória, achando que não são tão capazes assim e subestimando as próprias habilidades, chegando a acreditar que outras pessoas  menos capacitadas também são tão ou mais capazes do que eles.

Autossabotagem e síndrome do impostor são a mesma coisa?

Um outro nome pelo qual a síndrome do impostor também é conhecida é o “pessimismo defensivo”, mas a autossabotagem e a procrastinação são características de quem se acha uma fraude.

Outra característica é que a pessoa vai adiando os seus planos em nome de um suposto perfeccionismo, ou seja, nunca está bom o bastante para “lançar ao mundo”, seus planos, projetos, ideias, empreendimentos.

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Principais características da Síndrome do Impostor

1 – Procrastinação 

A intenção, mesmo que involuntária, ao procrastinar é adiar ao máximo o suposto momento de dor ou vergonha. A pessoa vai deixando suas tarefas para o último instante possível. 

E, ao invés do tal perfeccionismo buscado, acaba por fazer trabalhos apressados, que nem sempre são concluídos com a melhor qualidade.

2 – Distração

Para endossar a característica da procrastinação, quem se acha uma fraude se distrai facilmente e perde muito tempo em passatempos que não agregam em nada em sua vida ou em seus projetos.

3 – Abandono de tarefas

A pessoa tem uma tendência a abandonar tarefas, trabalhos e até mesmo cursos que tenha iniciado. Uma tendência de quem sofre com a síndrome do impostor é se comparar imediatamente com quem está ministrando o curso e chegar a conclusão de que nunca vai ser tão boa quanto aquela pessoa.

4 – Sentimento de não pertencimento

Sofrem por pensarem que não merecem estar onde estão, seja por condição social, estética, intelectual ou outras. Como consequência acabam se isolando, aumentando o sentimento de frustração e contribuindo ainda mais para o looping da síndrome do impostor.

5 – Comparação com os outros

Por ser muito perfeccionista e exigente consigo mesmo, acaba por achar que é inferior às demais pessoas, a ponto de esquecer todo o seu conhecimento e tirar todo seu mérito.

6 – Tempo em excesso nas redes sociais

Síndrome do impostor

Pessoas afetadas pela síndrome têm uma tendência a passar muito tempo nas redes sociais e se comparar com os melhores em sua área. O problema aqui é se comparar com pessoas que já estão há muito mais tempo “na estrada”.

Talvez, essas pessoas com as quais quem sofre com a síndrome se compara, tenham até menos capacidade técnica e intelectual, mas simplesmente foram lá e fizeram. 

Quem sabe até mesmo com medo e vergonha, mas fizeram, testaram, erraram, progrediram e deram um “tchau” para o impostor que um dia os assustou.

7 – Consumo excessivo de conteúdo motivacional

Alguns estudos já comprovaram que o conteúdo motivacional pode gerar mais angústia e frustração para algumas pessoas do que benefícios.

A pessoa que consome esse tipo de conteúdo em excesso e acredita em tudo que é dito ali, desenvolve grande ansiedade por não alcançar os supostos benefícios ali apregoados, mesmo quando se dedicam com afinco à  leitura e aos exercícios propostos nos livros.

Outro grande problema do discurso motivacional que afeta as pessoas é a crença de que ela pode ser feliz e muito bem sucedida em todas as áreas da sua vida.

IMPORTANTE: Tanto o item 6, quanto o item 7 desta lista, é importante pensar sobre a suposta crença de que o gramado do vizinho é mais verde que o nosso.

8 – Autodepreciação

Pessoas com a síndrome costumam falar mais de seus defeitos do que de suas qualidades, mesmo que de forma involuntária ou em tom de brincadeira.

O problema é que elas acabam se sentindo assim de verdade tornando-se amarguradas e tóxicas consigo mesmas.

9 – Ingratidão

Tem uma frase famosa atribuída a Victor Hugo que diz “Os infelizes são ingratos, isso faz parte da infelicidade deles”.

Pela dificuldade de aceitarem que são boas no que fazem, as pessoas com a síndrome do impostor têm maior dificuldade em aceitar elogios e não são gratas pelas dádivas e pequenas vitórias alcançadas.

Por estarem sempre em busca de grandes realizações, acabam esquecendo de celebrar as pequenas.

10 – Autocrítica excessiva

É normal que façamos análises de nossos atos, conquistas e evoluções, o problema de quem sofre com a síndrome é se cobrar além da conta, se levar a sério demais, fazendo com que muitas das vezes essa autoavaliação perca completamente o contato com a realidade.

11 – Autossabotagem

A autossabotagem é um apanhado geral de todas as demais características, a pessoa se sabota a todo instante com o intuito de permanecer na zona de conforto e prosseguir com o looping da síndrome do impostor.

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Dicas para combater a síndrome do impostor

Síndrome do impostor

Se você sofre demais com ansiedade, angústia e simplesmente trava quando precisa mostrar ao mundo as suas competências, o conselho mais importante é procurar ajuda profissional de um profissional de saúde: psicólogo ou psiquiatra.

Caso você tenha sintomas mais leves e tudo o que falta para você é um empurrãozinho, siga essas dicas abaixo:

  • Compartilhe com um amigo de confiança as suas angústias e medos, além de externar seus sentimentos, esse amigo ou amiga pode ter grande admiração por você te dar as palavras de incentivo que você precisa.
  • Peça feedbacks à  pessoas próximas que tenham contato com o seu trabalho
  • Crie metas ambiciosas, no entanto desenvolva um planejamento pequeno e diário. Lembre-se, uma longa caminhada começa com o primeiro passo.
  • Não se compare aos outros. Caso queira se comparar, busque equilibrar pessoas que nitidamente estão acima de você, mas também se compare com pessoas que têm menos conhecimento e qualidade do que você e mesmo assim não têm vergonha de mostrarem o seu trabalho.
  • Busque um trabalho que você tenha satisfação em realizá-lo
  • Mover é verbo de ação, escrever é verbo de ação, falar é verbo de ação, empreender é verbo de ação. Pensar não é verbo de ação, pensar é só continuar ruminando pensamentos do sabotador que não te levam a agir.
  • E por último, baseado no conselho acima, FAÇA!!!! Faça e experimente, faça e erre, faça e acerte. Uma hora você vai acertar mais do errar e vai “dar uma banana” gigante para o seu sabotador.

Para terminar o texto e você acabar de uma vez por todas com a síndrome do sabotador siga esse conselho abaixo:

Faça o que você tem medo de fazer e veja como a sua confiança cresce.

Grant Cardone

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